
A esta altura do campeonato, parece que Almodóvar está começando a analisar sua carreira em retrospecto. Neste sentido, Dor e Glória soa quase como uma sessão de terapia para o cineasta.

Divertido, mas excessivamente preocupado com sua própria capacidade de divertir.

Respeitando a personalidade de cada um dos integrantes da “turma” em si, Daniel Rezende consegue adaptar para o Cinema a lógica cartunesca do universo criado por Mauricio de Sousa sem deixar de levá-lo a sério, o que é uma proeza e tanto.

A pergunta: depois de três filmes impecáveis, ainda há algo que justifique a existência de mais um Toy Story? A resposta: sim, há!

Em seu primeiro trabalho como diretora, Olivia Wilde consegue capturar o verdadeiro espírito da adolescência, o que é uma tarefa complicadíssima para qualquer cineasta.

A esta altura do campeonato, os Homens de Preto já não têm mais para onde ir. E, por mais que se venda como uma “reimaginação”, o máximo que este filme faz é reciclar conceitos antigos.

O triste fim de uma das franquias que ajudaram a colocar os filmes de super-heróis no patamar em que eles estão hoje.

Em vez de sucumbir aos clichês de tudo quanto é cinebiografia, o diretor Dexter Fletcher adota estratégias formais que quase sempre impedem Rocketman de cair no lugar-comum. E isto é admirável.