
007: Somente para Seus Olhos | Crítica
Surpreende ao se revelar mais minimalista e contido do que os filmes da “era Moore” se mostravam dispostos a ser.

Surpreende ao se revelar mais minimalista e contido do que os filmes da “era Moore” se mostravam dispostos a ser.

Desaponta menos em função do absurdo e mais por ser simplesmente aborrecido.

Não deixa de ser curioso que, mesmo que Roger Moore seja lembrado como o mais engraçado dos James Bonds, os melhores filmes de sua “era” tenham sido justamente os que mais se levavam a sério.

Segundo Bond estrelando Roger Moore é uma aventurinha razoavelmente bem-sucedida naquele que é seu objetivo principal: entreter e fazer rir.

A primeira aventura de James Bond sob a pele de Roger Moore representa uma experiência irregular, apesar de seu ótimo intérprete.

Embora tropece feio ao tornar suas sequências de ação praticamente impossíveis de acompanhar, esta produção se sai bem melhor ao criar personagens interessantes, multifacetados e com arcos ambiciosos.

Representa um triste retrocesso para a série 007, mas também não deixa de ser divertido ao seu próprio modo.

Um dos melhores filmes da série, fez absolutamente nenhum fã daquela época imaginava: retratar James Bond como um homem vulnerável.

Retorno de Lana Wachowski ao universo que co-criou há mais de 20 anos chegará aos cinemas e à HBO Max em dezembro.